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Crianças contam drama vivido em centro de acolhimento

Isaías Raposo
2 Min Read

Silas Carruagem, de 9 anos, foi parar ao centro de acolhimento Casa Débora, no município de Talatona, pelas mãos da própria mãe, que é zungueira. Por falta de condições, preferiu levá-lo ao centro, juntamente com outros dois irmãos.

O menino e os irmãos viveram na Casa Débora durante um ano. No princípio, disse, o irmão mais novo, na altura com 5 anos, chorava muito, depois foi se acostumando com a nova vivência.

“Na Casa Débora, nem todos os dias comíamos e, na hora de dormir, uns dormiam no chão e outros no dormitório”, lembra, acrescentando que, quando chovia, eram obrigados a levantar por causa da humidade no chão.

Uma outra mãe deixou os quatro filhos no referido centro, entre os quais dois irmãos gémeos, Adão e Adilson Pedro, de 10 anos de idade, e os mais novos, com 6 e 7 anos.

Segundo Adão Pedro, ele e os irmãos sofriam maus tratos da parte do padrasto. O menino acrescentou que a atitude da mãe se deveu, também, ao facto de ela apostar na formação dos filhos. “Havia barulho todos os dias, porque o nosso padrasto não nos queria em casa”, contou.

Adão Pedro revelou que as condições na Casa Débora não eram boas.

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